terça-feira, 11 de setembro de 2007

"Gelo" e "Lata" são os novos da F/Nazca para Skol


A F/Nazca coloca no ar dois novos filmes da série “Skol. Tá na roda? Tá redondo”. O primeiro, “Gelo”, mostra dois grupos de amigos, um formado apenas por mulheres e outro por homens, no caixa do supermercado. O grupo dos rapazes compra caixas de Skol, enquanto das meninas levam o gelo. Um dos homens fala para o grupo feminino: “Acho que a gente combina, hein? Temos que juntar essa turma aí”. Uma delas responde com ar de ironia: “Ah, tá bom”.
A próxima cena revela que as moças trabalham em uma feira, na barraca de peixe. O rapaz confessa: ”Não era bem o que a gente esperava, mas pelo menos a Skol tá gelada”. Em seguida, uma freguesa olha os peixes e pergunta: “Tem namorado?”. Quando a garota responde que não, os rapazes brindam e comemoram.
O segundo, intitulado "Lata", mostra um grupo de rapazes que não desgruda da latinha de Skol nem mesmo para ir ao banheiro durante uma balada. Eles começam a conversar, mas é quase impossível entender o que dizem porque eles seguram a lata de cerveja na boca. Uma legenda é colocada no vídeo para traduzir o papo, mas nem isso é suficiente para esclarecer a conversa da rapaziada. Somente algumas palavras são reveladas. Antes de sair do banheiro, os amigos, ao se cumprimentarem, param o gesto e repetem em coro: “Vai lavar essa mão!”.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Faixa Promocional


Muito legal esta ação para o Shopping Curitiba, criada pela OpusMúltipla. Na hora me lembrei da intervenção urbana realizada no início do ano em Porto Alegre (RS). Faixas de pedestres apareceram do dia para a noite repintadas como códigos de barras.


Fiquei pensando se a intervenção de Porto Alegre serviu como inspiração para a agência. Afinal, uma das fontes preferidas de quem faz propaganda – seja lá em que mídia for – é a arte por oferecer referências e inspirações de qualidade. Se foi o caso, ponto para a agência que soube aproveitar muito bem uma sacada artística.


agência: OpusMúltipla

redação: Diego Pianaro

direção de arte: Cintya Reese

direção de criação: Renato Cavalher

Pichação high tech






Olha que legal esta ação interativa com o consumidor. A pessoa conecta o celular ao LCD instalado em locais públicos via bluetooth. Usando os cursores de navegação do aparelho, ela faz o seu grafite na tela – a interface simula uma lata de spray.

A ação promove as raízes e a admiração que a marca Ecko Unltd. tem pelo grafite. Genial.advertising school: Design Factory International, Germany

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

O publicitario é você




Algumas da melhores propagandas de empresas estão sendo criadas por internautas. DE GRAÇA.


Um aparelho de som surge na tela. De repente, o equipamento se transforma numa televisão de plasma. Logo depois, a TV se torna um noteebook, que vira uma câmera digital e, por fim, um videogame portátil. A seqüência de mutações é sucedida por uma mensagem publicitária da Sony, que encerra o comercial de TV. Seria uma propaganda como outra qualquer, não fosse por um detalhe: ela não foi feita por uma agência de propaganda.
O comercial foi obra de um consumidor comum, o adolescente americano Tyson Ibele, de 18 anos. Ele trabalha num pequeno estúdio de animações caseiras em Minneapolis, nos Estados Unidos, e criou o anúncio porque quis - sem ganhar um centavo por isso. Ibele filmou os produtos como se a câmera voasse sobre eles. Escolheu a trilha sonora futurista e o visual do comercial, que lembra o do filme Matrix. Quando terminou o trabalho, mostrou o vídeo a um amigo, que o colocou na internet. Foi o suficiente para tornar Ibele uma pequena celebridade.
Em poucos dias, o comercial caseiro foi eleito pelos internautas americanos como o melhor anúncio da Sony deste ano. Há gente até que defende sua inscrição no festival de publicidade de Cannes, o mais prestigiado do mundo. Oficialmente, a Sony louvou a atitude do internauta, mas não utilizou a peça em sua campanha.
O jovem americano pode não saber, mas ele foi pioneiro de uma tendência que promete explodir nos próximos anos: a publicidade colaborativa. Trata-se do mesmo conceito que fez da Wiikipédia um dos maiores sucessos da internet - transformar os próprios leito- leitores em editores de conteúdo. Mais que uma iniciativa independente de alguns surfistas da web, esse tipo de publicidade vem atraindo a atenção de algumas empresas. Elas perceberam o potencial do chamado marketing viral da internet. Viral porque alguns vídeos, músicas ou sites se disseminam tão rapidamente como vírus. As pessoas vêem, se empolgam e enviam as outras. Já há casos de empresas que apostam mais na criatividade dos internautas que nas agências de publicidade tradicionais.
A Procter & Gamble desenvolveu o site When She's Hot (Quando Ela É Quente, em português) para promover uma marca de desodorante. A página da internet possui um software que permite ao visitante editar cenas pré-filmadas - que mostram uma mulher em trajes sumários dançando numa boate - e montar um vídeo de sua autoria.
A Nokia ergueu um quiosque no aeroporto de Lisboa que fotografa quem pára em frente a um celular com câmera. Caso a pessoa autorize, a imagem vai parar num outdoor. No Brasil, a publicidade colaborativa ainda é pequena no entanto a campanha de verão da skol, fez com que milhares de internautas brasileiros, fizessem vídeos caseiros com suas histórias de verões, disponível na febre do you tobe, como foi a idéia bem sucedida da F/Nazca, agencia publicitária que criou a campanha para a cervejaria brasileira.
"Num mundo em que os blogs são cada vez mais comuns, o YouTube é um sucesso e os internautas não param de trocar músicas e vídeos pela internet, o conceito de colaboração tende a contaminar as empresas", disse Colin Deccker, diretor de criação da empresa americana Current TV; ao site de tecnologia CNet. "Era uma questão de tempo essa onda chegar à propaganda”.
Propaganda de graça parece ser um excelente negócio para qualquer empresa. Mas as mensagens nem sempre são as melhores. No caso da Volkswagen, não foi. Um comercial amador que circulou na internet continha uma mensagem preconceituosa: mostrava um terrorista com uma bomba num carro Pólo. Ele explodia, o carro resistia.
Há três meses, a General Motors convocou seus clientes nos EUA a criar um comercial pela internet para a picape Chevy Tahoe. Recebeu centenas de contribuições. Mas, junto com elas, dezenas de xingamentos contra os utilitários que vende. Ainda é cedo para medir o impacto da propaganda colaborativa no mercado publicitário. Mas o conceito já desperta reações. "Não consigo imaginar um diretor de criação que fique feliz com isso", disse Greg Stuart, um dos principais executivos do Interactive Addvertising Bureau, órgão de propaganda on-line dos EUA.